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Férias em Portugal: como economizar e o que visitar

O roteiro turístico em Lisboa pode iniciar pela região da Baixa, com vista ao rio Tejo

Tirar férias em Portugal passou a ser uma excelente alternativa para os brasileiros. Além de ser um país lindo, ninguém precisa enfrentar problemas com o idioma local, principalmente, no serviço de imigração. É como estar em casa.

Portugal é surpreendente. Lisboa, Porto, Sintra, Cascais… são cidades limpas, bonitas, seguras, e o povo é muito cordial. No verão, o turismo fervilha. As ruas, bares, restaurantes, são lotados de turistas.

A passagem para Portugal não é barata, mas é possível encontrar promoções. É só ficar atento e planejar a viagem com bastante antecedência. O problema maior são os euros para gastar e que hoje valem quase cinco vezes mais do que o real. Daí a importância de fazer as escolhas certas, que permitam economizar, sem deixar de se divertir.

Um item importante na composição dos custos é a hospedagem. Um boa pedida são os hotéis Ibis – o preço é bom, em geral ficam próximos das áreas turísticas e você não tem sobressalto: são iguais em todo lugar; pequenos, mas confortáveis e com os serviços que precisamos, de bar e restaurante.

Ficar hospedado em local bem posicionado facilita na locomoção, economizando em transporte. Mas, se for necessário, em Portugal tem as alternativas tradicionais – metrô, ônibus, táxis, os charmosos bondinhos, os aplicativos de transporte, que também funcionam bem, e até os tuk-tuks (triciclos automotores).

Os ônibus turísticos também entram como uma dica importante para quem quer economizar. No percurso, você conhece toda a cidade e depois pode voltar apenas em locais mais específicos, que gostaria de visitar com mais calma.

Pelo Decolar.com você também pode comprar com antecedência tickets de passeios e até transfer do aeroporto para o hotel e vice-versa. Isso também é legal, porque você pode quitar esses custos de forma parcelada e bem antes da viagem, deixando livre o dinheiro que reservou para gastar na cidade.

Região da Baixa

Ao chegar em Lisboa, minha dica é começar o roteiro pela região da Baixa, onde fica a estação do Rossio, a Praça da Figueira, com suas oito ruas que partem em paralelo em direção à Praça do Comércio, de onde se tem uma vista incrível do Rio Tejo. No local, que fervilha de gente, tem várias opções de bares e restaurantes.

Imperdível, na região da Baixa, é conhecer Alfama, o bairro mais antigo e um dos mais típicos de Lisboa, com suas vielas e becos encantadores, onde só dá para passar a pé. Alfama fica aos pés do Castelo de São Jorge, que foi construído pelos mouros no século 11.

Nas ruas espremidas de Alfama estão dezenas de bares e restaurantes, que servem o prato principal de Portugal, o bacalhau, ao som de um bom fado. Ir a Portugal e não assistir a um show de fado é quase um pecado. O fado é considerado Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade. E tem muito a ver com a nossa música romântica mais antiga. É bom demais.

Clube do Fado

Um dos restaurantes mais tradicionais em Alfama é o Clube do Fado. Os shows seguem todo um ritual. Tudo para (serviço de garçons, as pessoas comendo e conversando) quando os músicos e o cantor se posicionam no local da apresentação, o que acontece a cada 15 minutos, mais ou menos. É um momento de total entrega e de absoluto silêncio da plateia. Imperdível. E o bacalhau servido também é sensacional.

Bacalhau, iguaria tipicamente portuguesa

São vários cantores e cantoras que se apresentam durante a noite, cada um interpretando cerca de quatro canções. Essa metodologia, se é que se pode chamar assim, se repete em quase todas as boas casas de fado de Lisboa. Todos têm que parar, para dar total atenção aos cantores, e as apresentações se intercalam noite afora.

Uma casa de fado também tradicional em Alfama é a Tasca do Chico, que segue o mesmo ritual já citado, mas que é um local menor, com filas na porta e as pessoas disputando espaço para sentar às mesas e ouvir as apresentações. Na Tasca do Chico só tem tira-gosto e poucas opções.

No lado oposto à Alfama, vale a pena explorar o Bairro Alto e o Chiado, com acesso pelos elevadores da Glória ou da Santa Justa, de onde se tem uma bela vista da cidade. Lá tem a Adega do Machado, outro restaurante tradicional, que une a boa música – fado, é claro – e o bacalhau.

Para almoçar, um espaço com várias opções é o Mercado da Ribeira, um prédio dos anos de 1800, totalmente remodelado, e com uma praça de alimentação com tudo de bom, inclusive, com pratos gourmetizados, preparados por chefs e acompanhados de tudo que é tipo de bebida – cervejas, vinhos, espumantes, coquetéis.

Padrão do Desconhecimento

Ainda em Lisboa, em Belém, além da visita à famosa Torre de Belém, construída entre 1514 e 1519 para proteger a entrada do Rio Tejo de forças inimigas, tem ainda o Padrão do Descobrimento, de onde saíam as caravelas dos descobridores.

Torre de Belém, forte construído no século XVI para proteger o rio Tejo

Dali, saiu Cabral para a aventura que desaguou na descoberta do Brasil. Na mesma área, tudo bem próximo, tem o Mosteiro dos Jerônimos, com o túmulo de Luiz Vaz de Camões, o Museu da Marinha, o Centro Cultural Belém e o Museu Nacional de Arqueologia.

Na mesma região, funcionando desde 1837, fica a Pastelaria de Belém. Você vai enfrentar uma fila enorme para saborear os famosos pasteis de Belém, mas vale a pena e a foto.

Turismo ‘bate e volta’

Portugal é um país pequeno e é possível fazer vários percursos tipo bate e volta para cidades próximas de Lisboa. Sintra é uma opção e fica a 30 km. A cidade é uma graça. Lá, vale a pena visitar o Castelo dos Mouros, o Palácio da Pena e a Quinta da Regaleira.

Cascais possui praias maravilhosas

Outra opção interessante e de uma beleza ímpar é Cascais, também a 30 km de Lisboa e com uma faixa litorânea coberta de praias maravilhosas. A Praia do Gincho é uma das mais belas, mas é quase impraticável permanecer por muito tempo no local, mesmo no verão, por conta do vento frio e da areia que sobe.

Porto

Em Porto, o ideal é passar ao menos dois dias, para conhecer a cidade, uma das mais antigas da Europa, casa do tão famoso vinho do Porto. O rio Douro separa a cidade de Vila Nova de Gaia, onde estão as adegas onde o vinho do Porto é armazenado e envelhecido.

Porto, famosa pelo seu vinho

De um lado do rio, no Cais da Ribeira, tem uma extensão de bares e restaurantes. Do outro lado, atravessando a ponte Pedro I, se chega a Gaia, que tem mais uma extensão de boas opções. Pelo rio, passeiam os barcos turísticos fazendo um tour pelas seis pontes históricas da cidade, o que dura em torno de 1h30.

Na Praça da Liberdade, no Porto, também tem uma infinidade de bares, restaurantes e prédios antigos, com arquitetura renascentista. Na região central da cidade, tem a igreja e a Torre dos Clérigos. Bem perto fica a Livraria Lello, que inspirou a escritora J.K.Rowling na criação de alguns cenários do primeiro livro de Harry Potter. Apesar da fila para entrar, vale a visita e o registro.

Para quem vai a Portugal com bastante tempo para passear, não faltam atrações para rechear o roteiro. É só pegar a estrada e aproveitar as belas paisagens, os castelos, as pequenas cidades encantadoras.

 

Texto e fotos: Margareth Queiroz, especial para o Gastromundo

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