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Ciência busca uma cerveja perfeita

Cientistas recriam sabores do lúpulo com engenharia genética (Crédito: Divulgação)

Todo mundo diz que cerveja boa tem só quatro elementos – água, malte, levedura e lúpulo. Este último, agora, está a perigo. Cientistas da Universidade de Berkley, na Califórnia, conseguiram criar uma cerveja com forte gosto de lúpulo, só que sem o ingrediente.

O gosto lupulado de qualquer cerveja tem uma origem: são os terpenos. Moléculas responsáveis pelo metabolismo (e o aroma) das plantas. Os compostos são muito úteis na natureza, atraindo abelhas e outros animais para ajudar na polinização, e mais úteis ainda na mesa de bar – tornando-se um dos fatores indispensável para o sabor da cerveja.

Os pesquisadores, então, resolveram se aproveitar da grande variedade de terpenos presentes na natureza (são mais de 30 mil) e procuraram estruturas semelhantes àquelas presentes no lúpulo. A resposta estava em ingredientes não tão alienígenas para nós: o manjericão e a hortelã se encaixavam bem nos quesitos necessários. A sacada então, foi inserir fragmentos do DNA das duas plantas no fermento utilizado para produção da cerveja. Conseguiram criar uma espécie de fermento aromatizado.

Agora você está aí, torcendo o nariz, tendo certeza que sua cervejinha artesanal é incomparável à esse frankstein etílico, né? Bom, más notícias: você não é a primeira pessoa a pensar assim (e os casos anteriores tiveram que engolir o orgulho). Os pesquisadores organizaram testes cegos para funcionários de cervejarias americanas. Nem eles conseguiram diferenciar qual era o produto criado pelos cientistas.

Mas para que tirar o lúpulo da cerveja? A questão é completamente ecológica. O cultivo da planta é custoso, tanto para o bolso quanto para o meio ambiente. Para cada copo de cerveja, por exemplo, são necessários 50 copos de água para a produção do lúpulo contido ali.

“Minha esperança é de que se conseguirmos usar a tecnologia para produzir uma cerveja incrível, e com um processo mais sustentável, as pessoas vão abraçar nossa ideia”, afirmou Charles Denby, coautor da pesquisa. Claro, sem esquecer do sabor.

“Com as ferramentas apropriadas, podemos fazer uma cerveja mais lupulada do que a própria natureza consegue produzir”, afirma Jay Keasling, responsável pelo desenvolvimento do fermento. Saúde.

Fonte: Superinteressante

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