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Merkén, a pimenta chilena que quer conquistar o Amazonas

Feita pela tribo mapuche, pimenta chilena virou item gourmet na gastronomia (Crédito: Divulgação)

Especiaria da cozinha andina, oriunda da tribo indígena mapuche, no Chile, a pimenta Merkén já começa a ganhar adeptos e fãs no Amazonas. E, em breve, vai servir de matéria-prima para novos produtos que o chef Tony Cavalli planeja lançar no ramo de congelados e de linguiças.

Ele afirma que está tão apaixonado por essa descoberta (Merkén) e pelo sabor único que a pimenta imprime a todo tipo de alimento ou prato, que vai desenvolver uma nova linha de linguiça de sua empresa, a Chef Tony. Trata-se de uma linguiça picante com queijo, que vai levar em seu preparo a pimenta chilena do tradicional povo mapuche.

Além disso, o chef de cozinha vai lançar uma linha de massas e lasanhas congeladas com molhos vermelho e branco e, claro, um molho especial feito à base de Merkén.

Tony, que conheceu a pimenta chilena por meio de pesquisas e informações de amigos chefs de São Paulo, foi até a capital paulista, onde adquiriu o produto em uma banca no Mercado Municipal da cidade. Mas ele planeja ir mais a fundo no conhecimento do produto e já prepara uma viagem ao Chile, no próximo ano, para conhecer de perto a tribo indígena e o modo como desenvolvem a pimenta.

Segundo Tony, o Merkén tem um sabor inigualável com um ardor diferente de qualquer outra pimenta existente no mercado, além de ser um complemento para várias experiências gastronômicas.

O Merkén tradicional leva 70% de ají da variedade cacho de cabra (pimenta da família caiena), que é desidratado, depois defumado no forno, moído e, em seguida acrescido de 20% de sal e 10% de sementes de coentro.

A pimenta já saiu dos muros do povo mapuche e ganhou as mesas e paladares de restaurantes famosos no Chile e no entorno da América do Sul, tornando-se tempero gourmet e a “queridinha” de vários chefs, inclusive do Brasil, que criam pratos tendo esse condimento como base.

“Ela se adequa a qualquer tipo de receita e acaba sendo uma vilã entre as outras pimentas, porque dá um plus para quem gosta de uma comida diferenciada, para quem gosta de um sabor um pouco mais picante, para quem gosta de descobrir novos sabores”, afirma Cavalli.

Texto e edição: Valéria Costa

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