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A polêmica da ‘farinata’ em São Paulo

Farinata, produto à base de processamento de alimentos próximos do vencimento, causa polêmica (Crédito: Divulgação)

A farinata, uma espécie de alimentação de emergência, tem causado polêmica na cidade de São Paulo e o prefeito, João Dória, anunciou nesta quarta-feira (18), que pretende incluí-la no cardápio da merenda escolar ainda este mês.

Desenvolvida pela Plataforma Sinergia, a farinata é um sistema de beneficiamento de alimentos que não são comercializados pelas indústrias, supermercados e o varejo em geral. São alimentos que estão em datas críticas de seu vencimento ou fora do padrão de comercialização, como frutas e legumes, razões que não interferem em sua qualidade nutricional ou segurança, conforme defendem os representantes da plataforma.

Este sistema transforma todo tipo de alimento em uma nutrição de emergência, que possui no mínimo 2 anos de vida útil e preserva todas as propriedades nutricionais originais. A farinata é usada também para ser adicionada a bolos e pães e ainda como ingredientes no preparo sopas.

​Conforme a Plataforma Sinergia, a farinata é 100% doada às populações que enfrentam a fome, aquelas que se enquadram nos diversos graus de insegurança alimentar ou atingidas por catástrofes naturais ou humanitárias.

Mas, esse “produto emergencial” tem encontrado resistência por parte de nutricionistas e chefes de cozinha de São Paulo, que chegaram até a classificar a farinata de “ração humana”.

A Plataforma Sinergia é parceira do programa “Save Food” da FAO-ONU que congrega projetos e soluções do mundo todo para o combate ao desperdício de alimentos, e ainda tem o apoio do Ministério do Meio Ambiente brasileiro ao oferecer uma solução ambiental para os alimentos no âmbito da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em vigor desde agosto de 2014.

Com informações do site Plataforma Sinergia

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